Não tenho nem roupa

Um dia um sonho bateu em minha porta. E eu abri. Era um sonho real. Não uma fantasia totalmente abstrata.

Era de verdade, possível.

Estava ali, pronto. Fiquei feliz e apavorada. Borboletas no estômago me deram enjoo.

“Quero, mas não estou pronta”. Não tenho nem roupa para viver um sonho. Se for daqui um mês eu me preparo.

Minha vó dizia que sonho abandonado vira pesadelo.

Será que ele espera? Se você perde uma carona, um trem, espera outro. Certo? Sim. Outro virá. Mas e se você está no “deserto” e só tem uma chance?

Aí não tem jeito. Sonho não está num espaço perdido. De tempos em tempos ele passa feito cometa.

Deve agarrá-lo e tentar acalmar as borboletas enfurecidas.

Mas, antes de criar suspense se consegui ou não encará-lo “face to face”, já vou adiantar o final: não consegui. Ele passou. Se foi.

Se a experiência serviu para algo é que, desde então, olho mais para o céu.

Jornalista. Por aqui: crônicas, uns reviews, alguns textos sobre músicas e mais desabafos. Enfim, um lugar para escrever.

Jornalista. Por aqui: crônicas, uns reviews, alguns textos sobre músicas e mais desabafos. Enfim, um lugar para escrever.